Bombas de Transferência Química

A transferência de líquidos, sem entrar em muitos detalhes, pode parecer um processo simples que não carece de grandes cuidados. Mas, e se o líquido a ser transferido for ácido sulfúrico ou uma base forte como a soda caustica? Aí a situação muda completamente, pois entra em jogo normas de segurança, indicando vestimentas e outros EPI’s, análise de risco de trabalho, etc. Pois ao se transferir um ácido, qualquer mínimo vazamento que seja pode causar queimaduras ou, em caso de produtos tóxicos, prejudicar a saúde de quem estiver executando a operação.

Desta forma, bombas para transferência de líquidos são ferramentas extremamente importantes no que diz respeito à segurança e eficiência para o manuseio de líquidos agressivos ou tóxicos. A bomba para transferência química deve ser fabricada com resistência ao contato direto e indireto (resistência aos vapores), a produtos como ácido clorídrico, soda cáustica 50%, ácido sulfúrico 98%, ácido sulfúrico 50%, álcool, ácido nítrico, formol, cloro, hipoclorito de sódio 12%, vinagre, ácido acético, entre outros. Por isso o sistema de bombeamento deve ser fabricado de materiais que não sejam corroídos por estas substâncias, ou seja, as bombas não devem possuir afinidade química com ácidos ou bases fortes. Para isso, são utilizados materiais como PP (polipropileno injetado), PTFE (Politetrafluoretil), PE (Polietileno), PVDF (Fluoreto de polivinilideno) e UHMW (Polietileno de Ultra Alto Peso Molecular), de modo a garantir a eficiência dos equipamentos.

Na área de manipulação de produtos químicos da indústria que faz uso destas substâncias, deve haver um documento chamado FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos). A FISPQ possui informações como identificação de danos, efeitos potenciais à saúde e medidas de primeiros socorros e em caso de vazamentos como se deve proceder, qual material deverá ser utilizado para neutralizar a substância e qual material não deve ser utilizado, pois no caso do ácido sulfúrico, se for usado estopa ou tecido de fibra natural para removê-lo, um incêndio pode ser gerado. Diante de tantos cuidados e complexidades que estes líquidos oferecem, as bombas para transferência devem ser fabricadas com o mesmo nível de complexidade e atenção pois uma falha comum a qualquer bomba, neste caso pode causar danos irreparáveis.

Além de materiais específicos, outras medidas de segurança no projeto destes equipamentos devem ser tomadas, como por exemplo, o tipo de selagem que será utilizado, adequando-se ao processo.  A selagem hidrodinâmica faz a vedação do sistema durante o bombeamento do produto, entretanto, é necessária a instalação de uma válvula de retenção para que não ocorra o vazamento quando a bomba estiver desligada. Em contrapartida, a selagem mecânica possui um selo que é responsável por essa vedação quando a bomba estiver desligada, não necessitando de válvula; Porém, não pode trabalhar à seco senão gera o superaquecimento, ocasionando uma maior manutenção. Para um sistema que não necessite de válvula e que não ocorra o desgaste do selo, a dupla selagem é a mais indicada pois trabalha em conjunto com os dois tipos de selagem citados, a hidrodinâmica (quando em funcionamento) e a mecânica (quando desligada).

Em suma, deve haver uma perfeita comunicação entre o cliente e o fabricante para que o equipamento dimensionado atenda o processo com segurança e eficácia. É válido ressaltar que, para que a bomba tenha uma vida útil longa e trabalhe sem muitos reparos e manutenções, a instalação deve feita de forma correta seguindo as orientações do fabricante, bem como o seu correto manuseio.

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